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Ontem tive a oportunidade de comparecer a uma palestra de Gian Luigi Longinotti-Buitoni no evento Gestão do Futuro, no palácio das artes, em Belo Horizonte.
Para quem não conhece, Gian Luigi é ex CEO da Ferrari, e atual do portal Goal.com. Ele escreveu o livro “”Vendendo Sonhos” onde aborda a gestão de marcas com um enfoque diferente. Ele afirma, que as grandes marcas se costroem sobre arquétipos de sonhos, e que estes podem ser de Liberdade, Reconhecimento Social ou Heroísmo.
Segundo ele, vivemos uma era de sonhos e nesta era, o sonho é a única maneira de se conectar emocionalmente com o público, porquê sonhos não mudam e sempre existirão. O sonho de liberdade, por exemplo sempre existiu, servindo de mote para produtos que vão desde bicicletas até supermotos. Quem foca no produto, está sujeito a crises de mercado ou superação tecnológica, quem foca no sonho, estará sempre no mercado.
Para quem se interessa por branding recomendo o livro, e infelizmente não consegui achar os slides da palestra para disponibilizar.

Mas e daí? Eu passei a palestra toda pensando; Como se conectar com seu consumidor em um nível diferente na Internet? A Ferrari não chegou onde chegou só pela tecnologia que possui, ela possui uma legião, uma comunidade. E na internet isso se aplica de uma forma totalmente nova:
Estas pontuações não absolutas, universais, ou pretensiosas, são só opiniões. O ponto que me levou a criar este post foi que eu estava numa palestra com bastante público, e um público de pessoas bem esclarecidas, mas que me pareceram incrivelmente conservadoras, salvo raras exceções. A maioria parecia ter medo da palavra branding, e não ser familiarizada com os conceitos da internet. Não conseguia sequer cogitar a hipótese de transformar seus produtos em “sonhos” , de criar uma comunidade ao redor das suas marcas. Infelizmente acredito que com essa mentalidade, e com medo de arriscar, as pessoas e empresas vão continuar vendendo commodities pelo resto da vida, mesmo sem perceber. Cabe a nós divulgar e trabalhar para trazer práticas mais modernas ao Branding e Marketing no Brasil.
Concorde ou discorde, comente, quero saber a sua opinião sobre o assunto!
Opa Dieguim!
Bacana a análise, mas vou só discordar em um ponto: acredito que o Facebook não é uma comunidade, mas sim uma plataforma. Claro que existem comunidades dentro do facebook sobre o próprio Facebook, mas o que dá valor a ele é sua base de usuários e seu sistema. A marca facebook, se não me engano, não vale US$15 bilhoes, mas sim o site facebook inteiro (e mesmo assim mta gente acha isso mto exagerado).
Não quer dizer que não seja uma marca valiosa, mas acho que é diferente da idéia que você colocou de comunidades como instrumento de fortalecimento da marca.
Ps. Sou editor desse blog tb e tô discordando… mas td bem, estamos aqui pra discutir, não é? Não é nada pessoal… ehehehe
Ps2. Se vc acha os usuário de FireFox fanáticos, nem tenho palavras para descrever os usuários da Apple
abraz
Peça, realmente o sentido de marca que usei ali foi me referindo a empresa Facebook, o mesmo caso vale para a GM (e sim, uma empresa com patrimônios fisicos, fábricas, vários milhares de instalações vale quase o mesmo que o Facebook). O Facebook, asim como o orkut e o Myspace são na minha opinião comunidades. Acho que passarão a plataforma realmente quando a web conseguir tirar total proveito do Facebook Connect, Google Friend Connect e Myspace data Availability, gerando serviços que utilizem de verdade as possibilidades externas destas comunidades (ou plataformas). Acho q é só uma discordância semântica.
Seu último paragrafo resume muito bem o que também percebo entre as empresas e executivos mais conservadores.
CErta vez li a seguinte frase: “Weak companies like status quo”. E isso é a mais pura verdade. Focar comunidade, dar poder ao usuário são coisas pessadas que a maioria das empresas não quer levantar.
Sem dúvida. O problema é que hoje isso é regra, não excessão. Parece que as pessoas estão com medo de perder seus empregos se ameaçarem inovar. E no Brasil, as pessoas ainda empreendem muito por falta de oportunidade e não por identificar uma oportunidade. A oportunidade é bem essa está aí e se chama foco no usuário, Em todo negócio, ela está lá.
[...] Gian Luigi Longinotti-Buitoni e a importância das Comunidades [...]
Concordo que empresas de sucesso mundial como a Nike já não estão focadas no produto tem muito tempo, e por incrível que pareça, para esses tais conservadores, essa atitude de distânciamento do foco no produto foi extremamente positiva, e melhor, lucrativa.
Produto por produto, um tênis Nike e outro Olympikus não tem grandes diferenças, mas porque o tênis Nike exerce tanto facínio pelas pessoas? Força de marca.
Diego, você tinha comentado que o Firefox não possui usuários, mas sim fanáticos. Lembro de um caso muito parecido: o Netscape.
Há algum tempo, o Netscape disputava cabeça a cabeça com o Internet Explorer a liderança de browsers de internet e possuia uma legião de fãs ou mesmo fanáticos, mas nem isso fez com que ele resistisse à guerra.
Schel, eu usava netscape! O erro deles foi falta de atenção as demandas da comunidade na minha opinião! E também foi parcialmente culpa da microsoft, vendendo ie fundido no windows!
[...] o vácuo do último post do Diego, vou falar um pouco sobre web 2.0 e branding também. Não adianta, eu simplesmente não [...]